Profissões em Risco de Extinção: Desafios e Adaptações no Mercado de Trabalho
Sabemos que o mercado de trabalho está em constante transformação, graças aos avanços da tecnologia, mudanças na economia e novas demandas sociais. Novas profissões estão surgindo, tenho um artigo sobre isso aqui. Entretanto, outras profissões em risco de extinção.
Neste artigo, vamos conhecer algumas profissões em risco, quais fatores que contribuem para isso e como os profissionais podem se adaptar a essas mudanças.
Operador de Telemarketing: no topo entre as profissões em risco

As tecnologias de automação estão avançando quando falamos de atendimento ao cliente. Por isso, operadores de telemarketing estão reduzindo significativamente. Por isso, é uma profissão em risco iminente de extinção.
Chatbots e assistentes virtuais são cada vez mais utilizados para solucionar os problemas dos clientes de maneira eficiente e personalizada, reduzindo a necessidade de operadores humanos.
OPINIÃO: Não vejo isso como um avanço. Acredito que uma solução híbrida é mais interessante. Porque há casos que fica insuportável resolver com “uma máquina”, precisa de um humano para intervir.
Caixa de Supermercado: profissões em risco pelo autoatendimento

Essa é uma realidade que está em expansão. Alguns mercados atacadistas e de varejo estão com máquinas de autoatendimento e sistemas de pagamento móvel estão se tornando comuns. A consequência dessa automação impacta a profissão de caixa de supermercado. Pois, permite que o cliente faça suas compras sem a necessidade de interação com um caixa humano. Gradativamente a demanda por trabalhadores nessa área será menor. Logo, também é uma das profissões em risco.
Trabalhadores da Indústria de Manufatura: profissões em risco por automação

A robótica e sua automação conseguem realizar tarefas repetitivas e perigosas com mais precisão e eficiência do que os humanos. Automatizar é uma forma de aumento da produtividade, inicialmente, mas tem a capacidade de reduzir a necessidade de operadores de máquinas e trabalhadores da linha de montagem. Contudo, vagas relacionadas a robótica tendem a aumentar. Por isso, é preciso sempre estudar e se reinventar para não ser um profissional que permaneça nas profissões em risco.
Recepcionistas: deveria estar entre as profissões em risco?

A tecnologia oferece quiosques de check-in e sistemas de gerenciamento de visitantes. Companhias aéreas é um exemplo que pode ser citado. Já existem totens de autoatendimento para gestão das reservas de voos. Nesse sentido, empresas de diversos setores estão aderindo à soluções digitais que permitem aos visitantes se registrarem e obterem informações sem a ajuda de um profissional de recepção.
OPINIÃO: Penso aqui como penso em relação aos operadores de telemarketing. Uma estrutura que tenha humanos e autoatendimento parece muito mais coerente. Lembro de uma vez que uma reserva de voo de volta minha “caiu”. Fui sem problemas, quando fui verificar o check-in da volta, que deveria ser automático porque era sem bagagem despachada, a passagem tinha simplesmente sumido. Chamam de “queda de reserva” esse problema.
Tive que chegar bem cedo no aeroporto a tempo de resolver e digo que não foi um totem que me atendeu. Há casos que realmente precisa de um humano. Aqui a tecnologia já tinha falhado, como ela mesmo ia se “auto resolver”?
Operadores de Máquinas de Processamento de Dados

Realmente torna-se desnecessário a intervenção humana no processamento de dados. A digitalização e a automação de processos estão reduzindo drasticamente essa função. Pois, softwares avançados e sistemas integrados podem realizar muitas tarefas que antes dependiam dos humanos, como entrada de dados e análise básica. Logicamente alguém ainda precisará fornecer os comandos, mas a quantidade de profissionais torna-se imensamente menor. Então, revela-se como uma das profissões em risco.
Agentes de Viagem: profissões em risco de digitalização

Plataformas de reserva online, além de agências de viagem digitais tornou a demanda por esses profissionais de forma tradicional muito menor. O próprio cliente pode pesquisar, comparar e reservar as viagens, hospedagens e até veículos diretamente pela internet. Ou seja, a necessidade de um intermediário humano vai se tornando antigo.
Trabalhadores de Correios

Correspondência física praticamente não existe, porque foi massivamente substituída por e-mails e mensagens por aplicativos. Enquanto entregas físicas estão cada vez mais privadas. Várias empresas possuem transportadoras próprias e a terceirização é de larga escala.
Bancários

Bancos tradicionais estão dando lugar aos serviços bancários online e por aplicativos móveis. As transações bancárias deixaram de depender de uma agência física e o próprio dinheiro está cada vez mais digital. A redução de cargos como caixas e consultores bancárias é uma realidade que pode ser vista todos os dias.
De acordo com esta notícia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, desde 2019, os bancos fecharam 3.216 agências bancárias. A população mais idosa ainda precisa de certo contato e orientação. Mas com o passar do tempo, a nova geração estará familiarizada com esse cenário e não precisará de agências. As funções serão remodeladas, porém, não existirá a necessidade de tantas pessoas graças a tecnologia.
Jornalistas e Repórteres de Mídia Impressa

As plataformas de notícias digitais praticamente substituíram as mídias impressas. Bancas de jornal andam vendendo de tudo, exceto jornais e revistas como em décadas anteriores. Os leitores foram para o online e restou a adaptação dos profissionais. Quem não se adaptou, não acompanhou. Fora que na internet as funções são diferentes, pois, respondem a exigências diferentes. O que acaba por reduzir e remodelar o jornalismo.
Motoristas de Transporte

Aqui a conversa é mais futurista, mas não deixa de ser algo em andamento. Os veículos autônomos, bem como as tecnologias de transporte inteligente apresenta uma ameaça a taxistas, Uber, motoristas de caminhão e até os de transporte coletivo.
Ainda é uma tecnologia em desenvolvimento, mas é uma meta que está sendo perseguida por várias empresas. Desse modo, apresenta-se como mais uma entre as profissões em risco.
Qual o Caminho Para Profissionais Nessas Profissões em Risco?
Primordialmente, o caminho é se adaptar e se requalificar. Também existem algumas estratégias para se preparar para essas mudanças no mercado de trabalho:
Educação Contínua
Ir em busca de novas habilidades e qualificações é essencial. Isso pode ser feito através de cursos online, workshops e programas de educação que podem abrir novas oportunidades de carreira.
Flexibilidade e Adaptabilidade
É necessário manter a mente aberta. Estar aberto a mudanças e disposição para se adaptar a novos ambientes de trabalho é fundamental. Inclusive, estar disposto a aprender novas tecnologias ou mudar de setor.
Aproveitamento de Habilidades Transferíveis
Consiste na capacidade de identificar e aprender habilidades que são aplicáveis em várias profissões, porque isso pode facilitar a transição para os novos campos de trabalho. Desenvolver competências como comunicação, resolução de problemas e gerenciamentos de projetos, por exemplo, é muito bem-vindo.
Networking
A construção e a manutenção de uma rede de contatos profissionais podem te ajudar a acompanhar as novas oportunidades e conseguir apoio durante a transição de carreira.
O Papel das Empresas e do Governo nas Profissões em Extinção
Sem qualquer papo ideológico aqui, apenas uma constatação. Empresas e governos terão um papel importante na redução desses impactos da automação e digitalização do emprego. “Ain, mas o governo não pode se meter no mercado, isso não dá certo e blábláblá”.
Infelizmente, nem todos têm acesso a informação de qualidade. Por isso, poderão ser pegos totalmente desprevenidos por essa onda. E, acredite, é uma onda que vai bater como um tsunami em anos não tão distantes assim. Iniciativas como programas de requalificação, apoio ao empreendedorismo e a criação de políticas públicas de proteção social podem ajudar os trabalhadores a se adaptarem às mudanças.
O Ministério do Trabalho lançou em 2017 a Escola do Trabalhador em parceria com empresas privadas. Os cursos acompanham as tendências mais recentes na tecnologia e podem ser aproveitadas para diversas áreas de atuação.

Conclusão
Embora diversas profissões estejam sob ameaça de desaparecer devido a inovações tecnológicas e transformações econômicas, há muitas chances para aqueles que estão prontos para se ajustar e aprender novas competências.
A formação contínua, a adaptabilidade e o uso de habilidades que podem ser transferidas são essenciais para ter sucesso em um ambiente de trabalho em constante mudança.
Ao aceitar as mudanças e se preparar para o que está por vir, os profissionais têm a oportunidade de não apenas sobreviver, mas também prosperar na crescente economia digital.
O que você acha sobre o futuro do mercado de trabalho? Você confia na automação?
Até mais!





