administração

Linha do Tempo da Carreira

Infância — O despertar da curiosidade tecnológica

Descobri que amava tecnologia graças aos consoles. Eu não tive, mas meus vizinhos e primos tinham. Joguei Atari, Nintendo, MegaDrive, Playstation, fliperama… mas o que me fascinava não eram apenas os jogos em si, e sim como aqueles equipamentos funcionavam por dentro. Como era possível gerar imagem na TV? Essa pergunta nunca mais saiu de mim.

Anos 2000 — Lan houses, cursos populares e o início da jornada digital

Graças às lan houses, tive acesso a computadores. Fiz cursos de informática com preços populares, treinei digitação por conta própria e acompanhei a evolução dos aplicativos de escritório, navegadores e e-mails. Entrei no Orkut quando ainda era por convite — ganhei o meu de um professor. Mas o que eu queria mesmo era cutucar hardware.

2008 — ProUni, escolhas difíceis e o início da vida universitária

Fiz o Enem e tive a chance de escolher uma graduação pelo ProUni bolsa de 100%. Queria Administração e Informática, mas só fui selecionada para Administração na Unilasalle, em Niterói. Como venho de uma família disfuncional, não podia perder a oportunidade. Universidade pública era um sonho distante — eu não teria apoio familiar para cursar Engenharia integral. E sim: eu sempre quis Engenharia. Antes, Engenharia Química; depois, descobri a Engenharia de Computação.

2012 — Conclusão de Administração e vida adulta acelerada

Terminei Administração enquanto trabalhava como bancária. Não quis seguir na área — por motivos éticos e pessoais. Mas sou profundamente grata à graduação: ela ensina habilidades que servem para toda a vida.

Por que concursos?

Minha prioridade era ser independente. Saí da casa da minha mãe aos 20 anos e trabalhei muito — supermercado, lojas, RH, telemarketing, banco. Sempre “namorando” o TI, estudando por conta própria. Mas minha personalidade não se encaixava na iniciativa privada: não aceito ser gerida pelo “primo do dono”, não puxo saco, não tenho paciência para processos seletivos sem sentido. Concursos eram o caminho.

2016 — Entrada na UFRJ e o primeiro cargo público

Depois de uma greve longa e um incêndio na Reitoria que atrasou minha posse, assumi o cargo de Auxiliar em Administração. Era o famoso cargo trampolim. Nesse mesmo ano, passei para Ciências Contábeis na UFF pelo Sisu — não tive paciência para fazer (não consegui cortar as matérias de Administração), e ainda bem. Não tinha nada a ver comigo.

2019 — Pós-graduação em Administração Pública

Concluí minha pós na UniCesumar. Ganhei Incentivo à Qualificação e um conhecimento que amei. Meu TCC foi “Controle Social Digital na Era da Desinformação”, que virou uma série de artigos na categoria Educação Digital do site.

Por que não seguir carreira de Administradora?

Eu fiz concursos de nível superior em Administração. Mas quanto mais estudava, mais percebia que não era minha vocação. Sou grata à Administração, mas não me via fazendo isso pelos próximos 35 anos.

2020 — A decisão que mudou tudo: Engenharia de Computação

Aproveitei a pandemia e comecei a graduação da minha vida: Engenharia de Computação na UCAM. Não queria mestrado ou doutorado — queria transição de carreira. Escolhi Engenharia porque amo a parte física do TI. Infraestrutura me encanta. Programação nunca foi minha paixão.

Durante a graduação, fiz cursos como:

  • Certificado Profissional de Segurança Cibernética (Google)
  • Certificado Profissional de Análise de Dados (Google)
  • Certificado Profissional de Suporte em TI (Google)
  • CCNA: Introduction to Networks (Cisco)
  • Cybersecurity Essentials (Cisco)
  • Cursos da ENAP (Scrum, Ágil, DevOps, Transformação Digital)

2024 — Criação do Você Sabe? e conclusão da Engenharia

Criei o Você Sabe? em outubro. Terminei Engenharia de Computação em dezembro. Foi a graduação da minha vida — até os dois anos de cálculo foram sensacionais.

2025 — CREA, foco total e o concurso da virada

Colei grau, recebi meu CREA e comecei a estudar mais sério para concursos. No fim do ano, saiu o concurso da UFRJ para Infraestrutura de TI — com discursiva inédita. Eu tinha só três meses para estudar, trabalhando e cuidando da casa. Não achei que fosse me sair bem.

2026 — A maior nota discursiva e a conquista da transição de carreira

A prova foi em 1º de março. Resultado: fui a maior nota discursiva do cargo. Essa nota salvou minha classificação geral e garantiu minha vaga como Analista de Tecnologia da Informação – Suporte e Infraestrutura.

Em abril, fui selecionada para a Especialização em Arquitetura e Gestão de Infraestrutura de TI na UTFPR — totalmente alinhada ao cargo que assumo agora em agosto/2026.

Por agora, é isso.

Rolar para cima